segunda-feira, 5 de julho de 2021

ENCONTROS Experiências Museológicas 21ª Edição


 2020.2 em plena atividade virtual percebemos a necessidade de criar um momento que antecipe as atividades  mais criativas das Experiências Museológicas.

Durante três dias cada uma das equipes que agora cursam a disciplina de Ação Educativa em Museus realizou atividades de mesas redondas, palestras e conversas que contribuíram para a reflexão  cuidadosa dos seus temas.











terça-feira, 27 de abril de 2021

Sensibilidade e bom senso: caminhos para a 21ªExperiências Museológicas

 Temas e trabalhos....

Ofício das Lavadeiras

Reprodução Musical e memória afetiva

O Poeta - Vinícius de Moraes da Música e da critica social

Os Orixás - fé e respeito

Psicopatas e sua glamourização... realidade e ficção (Serial Killers)

Tijolinhos de açúcar

A construção imagética da figura de Cristo

Brincadeiras do Tabuleiro à play station (1970-90)

É estranho pensar que o semestre 2020.1 durou um ano e que iniciamos rapidamente agora em Março o semestre de 2020.2 em pleno 2021.... Muita coisa está mudando, desafios, conquistas, derrotas, desesperança, resistência e força que gera e amanhã que surge e esperança. esperança, esperança...

Elogios devem ser distribuídos, isso é um fato! 

Assim como na minha experiência como professora um enorme risco! Tenho que explicar:

A 20ª Experiências Museológicas foi um sucesso, os resultados dos trabalhos surpreenderam e a utilização dos recursos virtuais foi em muitos caos exemplar. O problema disso é que os grupos e alunos devem ao menos manter a qualidade dos seus trabalhos e ainda trazer novidades em torno da revisão e construção de atividades educativas.

Para este semestre pensei e propus aos alunos de criarmos uma semana/evento onde eles irão ter a oportunidade de convidar palestrantes, realizar oficinas ou promover mesas ou roda de conversas a respeito do tema eleito... a ideia que tenho por traz deste evento é que cada grupo pense fora do âmbito frequente de que a ação educativa em um museu ou de uma exposição é uma atividade didática.

O DESEJO é pensar fora da caixa e compreender que os processos educativos são muito mais amplos do que cotidianamente são apresentados e que não precisamos de um arsenal de ferramentas e técnicas para se conseguir um bom resultado... é preciso em educação duas coisas: sensibilidade e bom senso.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Temas e trabalhos

 



Experiências Museológicas


Desafios e conquistas…

2019 surge a ameaça de uma contaminação mundial, para muitos isso parecia o início de uma novela sem grande criatividade, de fato em um cenário mundial onde abunda o que antes chamávamos mentiras e agora damos o nome de “fake news” por se propagar através das redes sociais sem descriminação como se verdade fosse, a notícia de que um vírus teria poder de contaminar toda a população do mundo só poderia ser invenção. Não foi e não é.

O final de 2019 a contaminação por COVID 19 parecia muito distante, na China, isolada e desconhecida de muitos de nós, aos poucos e com a circulação de viajantes por todo o mundo a doença vem se aproximando cada vez mais de todos nós e em 2020 chega definitivamente ao Brasil.

O calendário letivo que tínhamos acabado de regularizar mais uma vez é suspenso agora por ordem dos riscos de vida que se corre com a circulação de pessoas e a gravidade acarretada pela contaminação. Um ano depois chegamos ao fim do semestre iniciado em março de 2020; 2020.1, cada sujeito tem uma história e um drama a acrescentar a esta história. Subjetividades, personalidades, visões de mundo, condições econômicas e psicológicas são convocadas em meio a uma tentativa ilusória de se criar um “novo normal” mas o que mesmo é normal?

Novembro de 2020 a Fevereiro de 2021 - de forma sistemática passamos a ter aulas de Ação Educativa em Museus e de Prática Museológica, ao todo tivemos a presença de aproximadamente 70 alunos entre uma e outra disciplina e 15 trabalhos apresentados. Contei com o apoio de dois dos meus atuais colaboradores: Carlos Eduardo Almeida e Francisco Lucas de Sousa, a eles devemos todos agradecer…

A ideia deste anos foi de transformar o evento presencial em um evento virtual de modo a que cada um usasse não só os seus recursos tecnológicos ao seu potencial mas e principalmente superar a barreira da materialidade e adentrarmos na realidade virtual, com e apesar de suas limitações e possibilidades. Acreditei de início que isso poderia gerar insegurança por um lado e um avanço extraordinário no sentido de ressignificar a experiência de apresentar uma proposta museológica sobre qualquer tema pertinente ao grupo de modo a que através dessa vivência os alunos no ambiente profissional venham a potencializar os recursos existentes em todos os museus e até mesmo vir a criar núcleos museológicos em suas escolas e cidades (pode parecer utopia mas não é já é uma realidade).

Onze anos, 20 semestres, 10 turmas diferentes, mil pessoas já tiveram esta oportunidade de por mãos à obra! Como professora das disciplinas e idealizadora desta atividade só tenho orgulho e gratidão, nem sempre o caminho foi suave entre nós, a relação professor aluno é desgastante e as vezes geramos expectativas de parte a parte que não correspondem, isso é humano: gratidão porque encontrei pessoas que me apoiaram frente aos desafios e me ajudaram a superar a ideia corrosiva de desistir, me ajudaram a aprender cada vez mais e a potencializar o que temos.

Agora temos neste momento de comemoração 15 trabalhos , sete com ações educativas, esses trabalhos migraram da modalidade presencial para a virtual, se repaginaram, aprenderam a usar ferramentas que eu conheço mas não sei se teria a mesma competência, eles fazem tudo parecer muito simples...oito trabalhos foram realizados por alunos tendo seu primeiro contato com museologia, alguns até mesmo com o ambiente de museu…

Entre a Musica, as histórias em quadrinhos, brincadeiras e brinquedos na infância e as lendas e mitos da História até o reconhecimento de ofícios e artesania tradicional, há trabalhos que atendem a toda gama de curiosidade e interesse todos partem do exercício da pesquisa e resultam na divulgação do conhecimento.


https://www.instagram.com/tijolinhos.em


https://www.instagram.com/p/CLAF0JVA_bJ/?igshid=swd9atd5wiz

https://www.instagram.com/musica_e_memoria

https://www.instagram.com/viniciusdenoe_

https://www.instagram.com/os_orixaseaumbanda

https://www.instagram.com/tijolinhos.em


http://br.pinterest.com/dotabuleiroaoplaystation


https://retratacao-jesuscristo.blogspot

https://br.pinterest.com/Natty_Ferreira06/?invite_code=e4c935d7cfd54aad9dd0a4241ea765f0&sender=717198446817325397


https://a-glamourizacao-dos-serial-killers.webnode.com/bates-motel/t.com

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https://www.instagram.com/mulher.maravilha_lutaeverdade

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https://www.instagram.com/brasiliaespacodememorias

https://www.instagram.com/celularacriacao


https://www.instagram.com/invites/contact/?i=1n0i97x1299nr&utm_content=l2o1hc9


Ceci nét pas un Musée ... Experiências Museológicas na Pandemia



Identidade Visual






 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

A História das Experiências

 Referências


2019 Uma história que continua


O tempo passa e os desafios sejam ele de que natureza se manifestem continuam a se manifestar. As Experiências Museológicas têm múltiplos tipos de desafios:

1. incentivar jovens futuros professores a pensar e vivenciar os museus, o patrimônio e o próprio conhecimento como algo a ser apresentado e que está de modo difuso nos locais menos esperados;

2. que ao apresentarmos aos públicos qualquer coisa, tema ou  objeto estamos também produzindo conhecimento ou o reproduzindo e o interpretando;

3.que podemos através de nossas ações gerar acessibilidade cognitiva em todas as áreas uma vez que a transposição didática se pode fazer sempre que haja conteúdo;

4. incentivar e promover o exercício da ação criativa, torna-los cientes de que são imitados por zonas de conforto que devem ser vencidas.

Depois há outros tipos de desafios:

1.realizar as exposições e produzir ações educativas sem orçamento de apoio para isso;

2. criar e ocupar espaços que nem sempre estão adequados para receber este tipo de atividade ;

3. buscar apoios institucionais e não só para a realização deste empreendimento;

4. tratar com equanimidade a todos os grupos, temas e trabalhos, sendo que somos humanos e inconscientemente tendemos a privilegiar... ;

5.obter e ou produzir os meios para que a exposição se dê de forma otimizada;

6. potencializar a visitação e frequência de modo a se tornar uma experiência pertinente para todos e um contributo para a formação de públicos.

7. .... infinitos são os desafios!

Bem estamos frente a desafios, tensões, problemas reais e imaginários. Há uma certeza: a de que desejamos e estamos fazendo o máximo para realizar esta exposição que pretendemos ser mais um evento do que qualquer outra coisa.

Programamos:

6 a 12 de Agosto a montagem das exposições (serão 18)

13 de Agosto será Abertura e a avaliação das Experiências Museológicas

14 de Agosto será a exibição dos curtas relativos ao Patrimônio Regional

15 de Agosto será a avaliação das Ações Educativas relacionadas à 7 exposições.


Como e porque se chegou a esse formato?

Uma das coisas que sempre me incomodou como professora de ensino superior foi o esforço que os alunos têm para obter conhecimento e técnicas e a sua reclusão ao âmbito da sala de aula ou do grupo acadêmico restrito. Acredito que quanto maior a interação comunidade - academia mesmo que a saída dos limites dos muros não aconteça, melhor estaremos desempenhando o nosso papel educador. 

A museologia que é com que mais trabalho atualmente, sempre esteve presente na minha prática mas nem sempre esteve explicita. Em 2010 quando integrei o colegiado de História na UVA me propuseram o desafios das disciplinas relacionadas à patrimônio e museologia.

A primeira reação foi de receio em relação à museologia e tranquilidade em relação ao patrimônio uma vez que é o tema de minha eleição prática desde as reuniões do PNDA (Programa Nacional de Desenvolvimento do Artesanato/Min.Trabalho) e o meu tempo de bolsista Pró Memória da UnB (1981 ... 83). A museologia foi sempre algo que eu fiz muito mais intuitivamente ao montar exposições do que refletidamente. 

Em  finais de 2010 tive a oportunidade de entrar em contato com o programa de doutorado da Universidade Lusófona de Lisboa, isso me trouxe um contato breve com o Professor Mário Moutinho e a  Professora Cristina Bruno, me despertou para leituras cada vez mais técnicas mas o que realmente fez a diferença prática foi o convívio com o Roberto Galvão e a sua equipe. Simultaneamente recebi duas orientações acadêmicas que me desafiaram tremendamente: a do Professor Fernando Larcher e a do Professor Henrique Coutinho; o primeiro me fez refletir através de um recorte  historiográfico formal os conteúdos e as temáticas que já vinha trabalhando mesmo tendo uma abordagem interpretativa que não foge a minha formação em antropologia e história da arte e o segundo dentro de uma reflexão da construção de unidades museológicas e expositivas dentro da Ecomuseologia, muito mais interativo e próximo a preservação de identidades. A teoria e a vivência subjetiva de ser de algum modo consequente em nossas práticas.

Descobri muito por questões que são um compósito de questões culturais e de acessibilidade, boa parte dos alunos tiveram reduzidíssima ou nenhuma experiência de visitação ou frequência a museus, percebi que isso se estendia a outros tipos de equipamentos culturais e que o meu desafio imediato seria dentro da adversidade criar mecanismos de sensibilização. A existência de Museus não significa que estes são ou serão frequentados e isso não era de imediato uma percepção, aos poucos fui compreendendo que quanto mais eu poderia aproximar o meu aluno de História do Museu e do fazer museológico maior seria a oportunidade deste perceber como e quando poderia transformar uma visita de estudo em algo mais do que uma desculpa para sair da sala de aula e criar um instrumento didático através dessa frequência.

A primeira experiência se realizou durante 2 horas no CCH em uma sala de aula onde os alunos tentaram criar um panorama da Devoção religiosa na região criando com isso um mapa e um painel com fotografias e informações, em seguida passamos a ocupar os corredores do Centro de Ciências Humanas durante 2 anos, de lá fomos para a sala multiuso da ECOA onde permanecemos 5 anos, em 2016 fomos para o Centro Cultural Trajano de Medeiros no Campus do CIDAO, de lá fizemos dois eventos nos espaços do Memorial da Educação Superior de Sobral e agora voltamos para o Trajano de Medeiros.



Desta vez são 17 grupos  exporem, pensamos em fazer uma mostra de livros publicados pelos professores de História e algo como uma homenagem ao Padre Sadoc com a Cronologia Sobralense.

2015

https://dialogosdelonge.blogspot.com/2015/09/experiencias-museologicas.html




quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Primeiros passos para trabalhar um projeto de exposição

 


Material de aula ... slides apresentados em Dezembro de 2020
Aulas remotas - Universidade Estadual Vale do Acaraú

Museus, espaços, diálogos e ações

 Pensar a virtualidade - Reflexões



Solicitaram e passaremos a pensar e refletir aqui sobre algumas questões que podemos levar em consideração para a elaboração de apresentações virtuais de exposições, trabalhos e ações educativas dentro do âmbito e dos recursos que temos no momento presente.
Pensar a virtualidade

Planejamento: a alma do sucesso 
 
Não, eu não leio manuais de administração ou busca de sucesso mas sei que isso se repete em quase todos...

Planejar o conteúdo, significa dar uma sequência lógica ao teu trabalho de modo que ele se desenvolva de modo processual, indolor.

Descubra os potenciais e aptidões de cada membro de sua equipe.

Ninguém é onipotente apesar de as vezes agirmos como se fossemos… delegue tarefas de acordo com as aptidões de cada um.


Estabelecer um cronograma com pelo menos 20 ações de modo a serem distribuídas ao longo de aproximadamente 20 dias do inicio da ação até a sua completude.

O ideal será que as ações revelem o processo de elaboração do trabalho, sua investigação até a execução final.


Definir um cronograma com metas claras mas que ao mesmo tempo permita uma flexibilização relativa das ações.


Um bom (pré)projeto é um projeto exequível, a equipe como grupo e cada sujeito deve fazer uma avaliação de prós e contras de modo a perceber os pontos fracos e elaborar alternativas de modo antecipado.


Forma e conteúdo
A associação entre forma e conteúdo é crucial, percebemos que a permanência das informações/conhecimento depende dessa articulação … como o prazer de ler um livro está não só no conforto de o segurarmos como nas palavras alí expressas, quanto mais o conteúdo agrada aos nossos sentidos estáticos mais prazer obtemos do ato de ler.
Então apesar de “não se julgar um livro por sua capa”… sabemos que pode haver prazer na contemplação.


Forma e conteúdo : a exposição

Conteúdo: o tema e as informações inerentes

Forma: como e através do que iremos construir a narrativa

A volta da exposição

Conteúdo:  criar - tags , cards, folders, convites até mesmo catálogos
( no caso de ações educativas, devem criar atividades e roteiros guias)

Forma: Escolher um estilo/forma que comunique a visão que desejam introduzir.
Criar uma marca que seja identitária do seu trabalho e esteja associada a forma de sua apresentação.

Uma identidade visual bem concebida é muito mais que uma lembrança, é a marca de um conteúdo , são informações subliminares.



O caminho é mais leve quando imaginamos o seu percurso...




Experiências Museológicas em um novo tempo outra realidade - 2019 - 2021

 4 de Fevereiro de 2021       

As condições que temos:

Pandemia - distanciamento social - intensificação das relações virtuais

COVID 19 - isolamento social - internet

    Na tentativa de auxiliar os alunos que devem escolher as redes sociais para divulgarem e publicarem seus trabalhos, realizei uma pequena investigação a respeito das redes sociais de acordo com os elementos que para a museologia seriam mais eficazes na tentativa de se criar uma exposição virtual.

redes sociais e a informação


    Cada uma destas plataformas e seus aplicativos foram analisados tendo em consideração a acessibilidade, o fato de serem gratuitos, a sua estrutura geral e o uso dos públicos "frequentadores" destas plataformas.


Na apresentação dos projetos surgiram outras plataformas de que desconheço seu uso e recursos mas que creio serão desafiadoras. 





ENCONTROS Experiências Museológicas 21ª Edição

 2020.2 em plena atividade virtual percebemos a necessidade de criar um momento que antecipe as atividades  mais criativas das Experiências ...